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Saϊde
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Vencer! Ou...Vencer! |
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Este parece ser sempre o mais devot ado dos votos do ser humano, ao mesmo tempo em que para alguns, a devoção pela vitória não merece cálculo de riscos e muito menos respeito pelos meios para chegar ao fim. Está estabelecido como dogma no seio da sociedade de que ser o vice, ou segundo colocado, não é nada, simplesmente porque não chegou lá, não venceu. Mas eu deixo a pergunta: “Como não chegou lá?” Será que para que disputasse o titulo máximo ou o primeiro lugar, não foi preciso primeiro vencer muitos tantos quantos o vencedor final? È... Mas perdeu a final! É vice! Não é nada! Nem mesmo os vencedores são poupados do olhar cético e invejoso dos que ficaram no caminho. “Ganhou aqui, quero ver pegar os mais fortes!” E quem sequer conseguiu derrotar este que ganhou aqui, como seria com os mais fortes? Vencer! Ou... Vencer! Não se dá medalha de ouro para o vice, a dele é de prata! Então gostaria de saber de que é feita a medalha dos que ficaram pelo caminho. De lata? E daqueles que sequer tiveram a coragem de competir por se julgarem fracos e incapazes? Estes na certa devem ter em suas vitórias as medalhas sem metal porque senão não buscariam tanto o brilho dos outros. Vencer! Ou... Vencer! Nada shakespeariano, mas simplesmente, mundano. De um mundo sempre em dúvidas e dívidas consigo mesmo, longe do vice que não quer, já que a vitória não tem coragem para tentar. Vencer! Ou... Perder!Pode-se até perder, porque afinal de contas são poucos os que chegam à condição de lutar, para vencer. Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos
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A sabedoria de um prego. |
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Certa vez conversava com um velh o amigo, velho na idade e na amizade também. Tão velho nas duas que sempre tinha uma lição de vida param contar. Ele pregava dois pedaços de madeira, e quando um prego entortava, ele o guardava em uma latinha separada ao lado dele. Não tentava desentortá-lo e nem o jogava fora, como muitos fazem. E aquele guardar de pregos tortos, chamou minha intenção e aguçou minha curiosidade. Ouvi então de que vinte por cento dos pregos que havia no pacote, sempre entortavam, e se pareciam com as pessoas que conhecíamos em nossa vida. E de que nada adiantavam reclamações, porque aquilo, afinal de contas, era a coisa mais natural, e assim, devia ser também encarado com a máxima naturalidade. Segundo ele, quando o carpinteiro molha a ponta do prego com sua saliva, tem como única razão de ser, facilitar a penetração na madeira, fazer com que ela inche e depois ao voltar ao normal, se molde com firmeza em torno do prego. Nunca me preocupei em saber se é real esta hipótese, mas passei a observar depois, que todo bom carpinteiro, antes de bater o prego na madeira, passava a ponta em sua saliva, e dificilmente eles entortavam. Pelo sim, pelo não... Mas e o hábito de guardar os pregos tortos, se de nada adiantaria reclamar? Seria mais fácil, logo dispensá-los e jogá-los fora. Pelo menos era assim que eu via a coisa. Mas ele, não. Com voz calma, lembrou que como nos pacotes de pregos, a vida da gente também tem vinte por cento de pessoas que por um motivo ou outro se entortam conosco. Mas sendo assim, se uma pessoa é como um prego que pode se entortar, também seria mais fácil dispensá-la, eliminá-la de nossos arquivos, de nossas vidas. Ouvi então que um prego torto, se o dispensarmos, jogarmos em qualquer lugar, deixarmos no chão, mais cedo ou mais tarde, poderemos acabar pisando nele, o encontrando de novo. Jogado fora, estará pior ainda de quando entortou em nossa primeira vez, enferrujado. E assim lembrou ele, se pisarmos neste prego e ainda enferrujado, fará um mal maior do que quando entortou. Então, é melhor mesmo guardá-lo, para não se ter o risco de no futuro nele pisar e sair machucado. Guardado e vigiado, não terá no futuro, o perigo do passado. Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos
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As rosas da vida. |
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Sempre fui um buscador de respostas e até hoje continuava sem para gran de parte das perguntas, e devo reconhecer também que poxa, eu sempre estava querendo saber demais. Lembro de quando menino fazer algumas perguntas que tinha como resposta sempre, “aí você já quer saber demais, né?”. Nunca consegui descobrir se era mesmo porque eu estava querendo saber demais, se as outras pessoas é que não sabiam a resposta, ou tinham má vontade para me responder ou explicar. Hoje posso dizer que tenho quase certeza de que é porque sabiam de que um dia, e a cada dia, aprenderia a respostas, uma por uma. E tem uma em especial, que parece ter conseguido só agora, ao iniciar este texto. Perguntei a minha mãe, irmã, parentes, amigos, namoradas, porque as rosas têm espinhos. Sempre ouvi dizer que porque faziam parte de sua natureza. Só um velho tio me disse certa vez, que as rosas eram da vida, eram a vida, e saiu caminhando. De vez em quando, quando jovem roubava uma rosa em algum jardim para uma namorada e espetava o dedo, lembrava de sua sentença. Lembrava, mas não entendia, e sempre achei que ele queria dizer que os espinhos eram a arma de defesa que elas tinham para que não fossem podadas ou arrancadas das roseiras floridas. Mas agora me dei conta do real significado de tudo. As rosas são da vida, são a vida, porque para conquistá-las precisamos saber aceitar com a mesma boa vontade, seu perfume e seus espinhos. De que se quisermos ter seu perfume, precisamos vencer seus espinhos, de que para merecer sua beleza, precisamos saber aceitar suas alfinetadas, assoprar e chupar o dedo, desculpá-la, e admirá-la como merece. Realmente, as rosas são da vida, são a vida. A cada dia, um espinho a menos, e uma beleza a mais! A cada dia, uma nova rosa e seus espinhos em nossas vidas, na vida das rosas, que são... A vida! Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos
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No Banco da Praηa... |
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Resolvi instalar meu escritório de gerente para alc ançar melhor visão do que se passava com nossas pessoas. Logo um casal de jovens apaixonados passou, alheio a presença de qualquer pessoa, como se investidores experientes fossem, aplicando em cdbeijos, ppabraços, tentando garantir naqueles momentos de carinho sem parar a direção do futuro. Um outro casal de cerca de quarenta anos passou discutindo, cada um de um lado da calçada, como se estivessem tentando em uma mesa de reuniões fechar um acordo para o fim da sociedade, e agora parecia só importar quem iria ficar com o quê? Na realidade de agora, ficava clara a má aplicação dos recursos que a vida lhes dera, ao mesmo tempo em que notei que, de nenhuma das partes aparecia um sinal de boa vontade de demonstrar que houve alguma soma entre eles durante todo o tempo de dois. Alguns senhores saíam de um café da praça, de mãos nos bolsos, passos calmos e tranqüilos para buscar novos assuntos, quem sabe em outras paradas antes de chegarem ao porto seguro construído no passado. Por eles passou rápido e de rosto sério um cidadão com uma longa tripa de extrato bancário. Deve ter saído de alguma agência bancária ali por perto e parece que a coisa não estava mesmo nada boa. Nem sempre mesmo nossas apostas são as mais corretas e se perdermos um ponto teremos que correr atrás de dez. Esta é a lei da consequência. Mas de meu gabinete gerencial e observador o que mais chamou a atenção, foi o casal de idade já avançada. Passos lentos e caminhando em um único compasso, pareciam e não deveriam ter mesmo pressa de alcançar o futuro, até porque do passado, das mãos entrelaçadas, pareciam brotar milhares de notas de cumplicidade, apoio, carinho e amor. Olhei meu relógio, e decidi que depois destes clientes poderia fechar meu escritório e ir embora, porque afinal de contas, já havia encontrado os clientes perfeitos para minha gerência, e o depósito que deixaram sobre minha mesa de trabalho, precisava ser bem aplicado também no meu “Banco da Praça”. Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! com novos vídeos através do Canal ajorgefalaserio. Contatos
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A mala da sua vida. |
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Cada um tem uma mala na sua vida. Não se trata aqui de falarmo s ou decidirmos se é uma mala sem alça, ou pior, sem alça ou sem rodinhas, nem de definir seu tamanho ou tempo em nossas vidas. Mas de reconhecer a importância que ela nos tem, e o valor que a ela devemos dar. Cada um de nós tem também a livre iniciativa de nela guardar o que bem entender, porque afinal de contas, esta mala é única e cada um decide o que nela guardar. Podemos guardar antigas peças de roupas nossas ou não, cartas, fotos, enfim... Um universo de bugigangas que bem entendermos, e é justamente aí que se encontra a importância de cada uma, de cada nossa. Vou confessar que durante muito tempo, longos, mas longos anos mesmo, minha mala estava sempre entulhada, estufada, porque nela jogava todos os meus dias, bons e ruins. Chegou ao ponto de um dia ao abri-la, caírem aos meus pés tantas tristezas, mágoas, injúrias, traições, maledicências, lágrimas, frustrações, decepções, mentiras, que me senti sufocado e quase destruído. Senti então que guardar tudo aquilo só ocupava espaço e espaço importante demais na minha vida para manter ainda dentro de um espaço tão pequeno como minha mala. Nem seleção eu fiz. Joguei mesmo tudo fora, coloquei em um real saco de lixo, bem preto, e coloquei na beira da calçada para que o tempo o levasse embora. De volta à minha mala, a limpei, lustrei, e peguei cada momento bom de minha vida e lá guardei. Jamais eu mesmo imaginaria que misturados a todos aqueles momentos ruins, eu tinha guardados tantos sorrisos, beijos abraços, apertos de mãos, palavras de carinho, amor, compreensão, amizade, de todos os tamanhos, cores e formas, como via então.Saibam que hoje ela pode estar até sem alças e sem rodinhas, mas está tão fácil de carregar debaixo do braço, que me dá prazer abri-la e sentir dela saírem todos meus melhores momentos de vida. Poxa... Agora sim posso dizer, “esta é a mala da minha vida!” Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos
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