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"Depois do colégio"
Que todos têm de estudar, ninguém duvida. Colégio é da vida, faz parte do cotidiano dos pequenos, mas também, dos adolescentes e, por que não, dos adultos. Sei lá, posso estar pensando errado; tenho achado que, a intenção primeira, é o foco no vestibular, retomando-se muitas matérias, ensinando-se muitas lições e, as vezes com sofrimento, muito se aprende. Porém, depois passa, o foco muda, só se pensa na profissão, no que se sabe sobre ela, mais e mais, crescendo na carreira. A vida vai-se seguindo, passando o tempo... Quando se tenta lembrar de tudo que se sabia, certa é a surpresa. Esquece-se quase tudo, pouco se ainda fica sabendo. Não adianta, a vida muda, não se recorda mais de tudo, pouco fica realmente. De matéria, não, mas fica muito fica de experiência, de conhecimento e de aprendizagem pessoal. A convivência, essa, não se perde, nada se esquece! Colegas e o tempo de estar juntos, anos e anos, de tudo se lembra. A vida já é outra. A remembrança é a mesma, de uma época ótima que não volta mais." Poeta: Henrique Vieira Aos Educadores
Bendita é a nação, que ao professor valoriza A educação precisa, das mãos do educador Dar-lhes seu real valor, é o mínimo da decência Queria seria da ciência, se não fosse o professor? Professor, pai de família ou uma dona de casa Sua profissão se embasa, no autoconhecimento Disfarça dor, sofrimento, fazendo jus a que veio Ensinar-lhes filhos alheios, e ficar no esquecimento Ah, professor! Se tu fosse pelo menos respeitado Pelo que tens ensinado, superando mágoa e dor O herói educador, profissão tão linda e pura E nas festas de formatura quem lembra do professor? As atuais autoridades, e outras tantas que surgiram De onde será que saíram? O tudo que eles conhecem Aprendem e esquecem. Quem lhes deu tantos valores? E tratam os professores da forma que não merecem O sucesso individual, cada um tem seu talento Mas, é no ensinamento que se aguçam os valores Os garis ou os doutores, todos tem seus desafios Mas, todo saber saiu das mãos dos educadores O carinho pelos alunos, o amor pela profissão Elevam a educação, ao mais alto patamar O crescer e o avançar, começa lá no colégio Com quem tem o privilégio, e o dom sagrado de ensinar.
Homem triste “ O Desempregado”
Você passou por mim com simpatia Mas, quando viu meus olhos molhados e parados Endossou em silêncio O porque vagueio pelas ruas sem rumo Talvez, por isso apressou o passo E ainda se eu quisera chamar A palavra desapareceu da minha boca Não sabendo você, que sou mais um desempregado Como se eu fosse um condenado Outros, desconhecendo que por mais de 24 horas Alimentei os meus filhos, com o suor do meu rosto Despediram-se de mim, apressados Pensando que eu fosse lhes pedir uns trocados Teve gente que pensou que eu sou Um vagabundo, sem profissão É possível que você suponha que eu Desisti do trabalho No entanto, ainda hoje bati em porta e porta Mas, foi tudo em vão Muitos, quando viram meus cabelos brancos Disseram que já ultrapassei a idade Pra ganhar o pão Como se a idade do corpo, fosse uma condenação Afastaram-se todos de mim, com desprezo Talvez, você tenha me observado na rua, Sou mais um, entre tantos e tantos, caminhando sem rumo Sem esperança de trabalho A você que sempre me olhou com desconfiança e desprezo Peço o pão e a cooperação E peço que me reconstitua a esperança, Afim de que, eu possa honrar o dom de viver. Valdir dos Reis Poeta |