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"Depois do colégio"

Que todos têm de estudar,

ninguém duvida.

Colégio é da vida,

faz parte do cotidiano dos pequenos,

mas também, dos adolescentes e, por  que não, dos adultos.

Sei lá, posso estar pensando errado; tenho achado que,

a intenção primeira, é o foco no vestibular,

retomando-se muitas matérias,

ensinando-se muitas lições e,

 as vezes com sofrimento, muito se aprende.

Porém, depois passa,

o foco muda, só se pensa na profissão,

no que se sabe sobre ela,

mais e mais, crescendo na carreira.

A vida vai-se seguindo, passando o tempo...

Quando se tenta lembrar de tudo que se sabia,

certa é a surpresa. Esquece-se quase tudo, pouco se ainda fica sabendo.

Não adianta, a vida muda,

não se recorda mais de tudo,

pouco fica realmente.

De matéria, não, mas fica muito fica de experiência,

de conhecimento e de aprendizagem pessoal.

A convivência, essa, não se perde, nada se esquece!

Colegas e o tempo de estar juntos, anos e anos,

de tudo se lembra.

A vida já é outra. A remembrança é a mesma,

de uma época ótima que não volta mais."

Poeta: Henrique Vieira

Edson CasagrandeAos Educadores

Bendita é a nação, que ao professor valoriza

A educação precisa, das mãos do educador

Dar-lhes seu real valor, é o mínimo da decência

Queria seria da ciência, se não fosse o professor?

Professor, pai de família ou uma dona de casa

Sua profissão se embasa, no autoconhecimento

Disfarça dor, sofrimento, fazendo jus a que veio

Ensinar-lhes filhos alheios, e ficar no esquecimento

Ah, professor! Se tu fosse pelo menos respeitado

Pelo que tens ensinado, superando mágoa e dor

O herói educador, profissão tão linda e pura

E nas festas de formatura quem lembra do professor?

As atuais autoridades, e outras tantas que surgiram

De onde será que saíram? O tudo que eles conhecem

Aprendem e esquecem. Quem lhes deu tantos valores?

E tratam os professores da forma que não merecem

O sucesso individual, cada um tem seu talento

Mas, é no ensinamento que se aguçam os valores

Os garis ou os doutores, todos tem seus desafios

Mas, todo saber saiu das mãos dos educadores

O carinho pelos alunos, o amor pela profissão

Elevam a educação, ao mais alto patamar

O crescer e o avançar, começa lá no colégio

Com quem tem o privilégio, e o dom sagrado de ensinar.


Valdir dos ReisHomem triste “ O Desempregado”

Você passou por mim com simpatia

Mas, quando viu meus olhos molhados e parados

Endossou em silêncio

O porque vagueio pelas ruas sem rumo

Talvez, por isso apressou o passo

E ainda se eu quisera chamar

A palavra desapareceu da minha boca

Não sabendo você, que sou mais um desempregado

Como se eu fosse um condenado

Outros, desconhecendo que por mais de 24 horas

Alimentei os meus filhos, com o suor do meu rosto

Despediram-se de mim, apressados

Pensando que eu fosse lhes pedir uns trocados

Teve gente que pensou que eu sou

Um vagabundo, sem profissão

É possível que você suponha que eu

Desisti do trabalho

No entanto, ainda hoje bati em porta e porta

Mas, foi tudo em vão

Muitos, quando viram meus cabelos brancos

Disseram que já ultrapassei a idade

Pra ganhar o pão

Como se a idade do corpo, fosse uma condenação

Afastaram-se todos de mim, com desprezo

Talvez, você tenha me observado na rua,

Sou mais um, entre tantos e tantos, caminhando sem rumo

Sem esperança de trabalho

A você que sempre me olhou com desconfiança e desprezo

Peço o pão e a cooperação

E peço que me reconstitua a esperança,

Afim de que, eu possa honrar o dom de viver.

 Valdir dos Reis

Poeta