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Saul Teixeira

Tendo que fazer 3 a 0 para ser campeão da Copa do Brasil, o Internacional entrou pressionado contra o Corinthians. Num Beira-Rio com 50 mil colorados, a equipe de Tite teve todos os seus movimentos prejudicados pela pressa, pela desordem e pela afobação. Com D’Alessandro em noite infeliz - o argentino errou muitos passes e nem escanteios conseguiu cobrar direito – o Inter sucumbiu diante da bem postada equipe de Mano Menezes. Quando todos esperavam a iniciativa colorada, quem “deu as cartas” no primeiro tempo foram os paulistas. Com trocas de passes e triangulações, os corintianos chegavam com facilidade ao gol de Lauro. Era tão fácil, que o primeiro tempo terminou 2 a 0, sem falarmos no gol anulado de Jorge Henrique e no gol inacreditável que perdeu Ronaldo. No segundo tempo, Alecsandro ainda fez dois gols e empatou a partida. Mas o resultado foi insuficiente. Corinthians campeão da Copa do Brasil e com toda a justiça.

Comeu mosca

Assim que levou o primeiro gol, Tite deveria ter alterado a equipe. Os ingressos de Alecsandro e Andrezinho eram no mínimo as iniciativas mais óbvias pelas circunstâncias do jogo. Mas ela não ocorreu. O treinador ficou a beira de campo inerte, enquanto o Corinthians tocava a bola de um lado por outro e fazia o que bem entendesse sob olhar incrédulo dos colorados. Tite comeu mosca! O ingresso dos atletas dificilmente mudaria o desfecho, mas ao menos a postura da equipe seria mais ofensiva. Os dois acabaram entrando no segundo tempo e o time até buscou o empate, mas aí, o argentino D’Alessandro resolveu dar seu showzinho particular – foi expulso depois de chutar Cristian e ainda quis brigar com William – e tirou o resto das chances que restavam ao Inter. Agora é tudo brasileirão, onde o colorado é o segundo colocado e domingo enfrenta o Náutico, no Estádio dos Aflitos, às 18h30min. Na quinta-feira, o Inter decide a Recopa Sulamericana contra a LDU no Equador. A vida continua!

Triste coincidência

Na quinta-feira, a história se repetiu com o Grêmio. Tendo que fazer no mínimo 2 a 0 para chegar a final da Libertadores, o tricolor acabou apenas empatando em 2 a 2 com o Cruzeiro no Olímpico. Após tomar a iniciativa da partida, não deixando o Cruzeiro passar da intermediária, o Grêmio novamente pecou nas conclusões. Após perder duas chances claras de gol – uma com Fábio Santos e outra com Maxi López, a “raposa” não perdoou. O centroavante Wellington Paulista – que já havia marcado um gol na primeira partida – marcou os dois gols do time treinado Adílson Baptista. O enjoado Kleber, companheiro de ataque de paulista, fez a jogada dos dois gols cruzeirenses. Em pensar que os dois jogadores estiveram nos plano do Grêmio no início da temporada. Méritos do Cruzeiro, que trouxe os atletas e ainda por cima disputará a final da maior competição da América. Os jogos da final ocorrerão nas próximas duas quartas-feiras. Teremos Brasil x Argentina. Cruzeiro x Estudiantes. A primeira partida será na Argentina – isso se a Conmembol não transferir o jogo para o Paraguai, já que a “terra do tango” sofre com a chamada gripe “suína”. Já no dia 15, o Mineirão vai “tremer”. 

Lamentável

Extracampo, o que temos a lamentar foi a baderna feita por alguns torcedores. Com ingressos em mãos e não conseguindo acessar ao estádio – mesmo com a bola já rolando – alguns gremistas partiram para o confronto com a Brigada Militar. Como nesta terra não há “santinhos”, informações das de rádios da capital apontam que os policiais abusaram da força e inclusive agrediram quem nada teria com a bronca. A paz no futebol é tão falada, mas parece que colocá-la em prática não é tão simples assim. Com a eliminação, o vice de futebol, André Krieger, pediu dispensa do cargo. As mudanças começam a acontecer no Grêmio, só esperamos que seja para melhor, para o bem do futebol gaúcho. Domingo o tricolor recebe o Atlético-PR pelo brasileirão. Agora não tão mais jeito, a prioridade, obrigatoriamente, passa a ser o campeonato nacional. A vida continua!

Secadores nas nuvens

Durante o jogo do Inter na quarta-feira, foi grande o número de foguetes estourados por gremistas em Viamão. Na manhã seguinte, a flauta correu solta. Era na fila do banco, no ônibus, nas escolas. Não teve jeito, os colorados sofreram o pênalti, como se diz na gíria. Por outro lado, na noite de quinta-feira, a situação mudou de lado. Foguetes estouravam a cada gol do Cruzeiro e após a partida. Já na manhã de sexta-feira, foi a vez dos colorados “acertarem as contas com os gremistas”. Dentro da normalidade e não havendo ato hostil, é interessante a rivalidade. Só espero que da próxima vez, gremistas e colorados possam se orgulhar de vitórias e não apenas da desgraça alheia.  

Obrigado pela atenção e excelente final de semana a todos;

Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo

 
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