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Levanta, sacode a poeira e dα a volta por cima Imprimir E-mail
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Sotaque Castelhano 

Saul TeixeiraNo melhor estilo “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” - após a eliminação para o Cruzeiro na Libertadores - o Grêmio goleou o Atlético-PR no domingo no Olímpico por 4 a 1. A partida foi válida pela 9ª. rodada do Brasileirão e marcou a afirmação da dupla e ataque tricolor. Os argentinos Maxi López e Germán Herrera, fizeram dois gols cada e parecem ter ganho a titularidade no time de Paulo Autuori. Na temporada inteira, a falta de gols é o principal problema gremista, sendo que inúmeros avantes já receberam oportunidades: Jonas, Perea, Alex Mineiro e até Douglas Costa – embora seja meio-campista de origem. Mas, parece que com o pé na forma e o sotaque castelhano, o Grêmio está encontrando a sua melhor formação ofensiva. O tricolor é o 9° colocado do Brasileirão com 12 pontos. No próximo domingo tem Grêmio x Corinthians, em Porto Alegre às 16h. Baita jogo!

 Calçada da Fama 

Pelo futebol apresentado e a entrega que demonstra em campo, o centroavante Máxi López tem tudo para entrar para a história gremista. Pelo menos a contemporânea. Desde Mário Jardel, artilheiro da Libertadores 95 – onde o Grêmio sagrou-se Bicampeão – a torcida não tinha um ídolo à altura, no bom e velho estilo centroavante (forte, cabeceador, oportunista). Maxi, inclusive utiliza a camisa de n° 16, a mesma utilizada por Jardel no Grêmio, e nas equipes que atuou na Europa, como o Porto de Portugal e o Galatasaray da Turquia. Por duas oportunidades, Jarde foi vencedor da “Chuteira de Ouro” (prêmio concedido ao artilheiro da temporada europeia), em 1999 e 2002. Guardadas as proporções, Maxi López, conhecido como La Barbie, tem tudo para também fazer história no tricolor e logo logo deverá colocar seus pés na calçada da fama do Olímpico. Na temporada, o argentino já balançou as rede nove vezes, sendo dois deles no último jogo contra o Atlético-PR. É aguardar para ver, mas o início do argentino é promissor.

 De volta à liderança 

Assim como o rival, o Inter parece ter exorcizado a “ressaca” do mau resultado da semana passada – quando perdeu o título da Copa do Brasil. Mesmo fazendo uma partida discreta, o colorada venceu o Náutico no estádio dos Aflitos (2 x 0) e reassumiu a liderança do brasileirão, com 20 pontos – dois a mais que o vice, Atlético-MG. Os gols foram marcados por Nilmar, que tudo indica, está se despedindo do Beira-Rio em breve – nesta semana a imprensa noticiou proposta do Wolfsburg da Alemanha de 40 milhões pelo atacante colorado. Na quinta-feira, ocorre a segunda partida da final da Recopa. Além de superar a altitude de Quito (2.800 metros), o Inter precisa reverter a vantagem construída pelos equatorianos que venceram por 1 a 0 no Beira-Rio.

Crise técnica 

Para os colorados, a preocupação – além da iminente saída de Nilmar - gira em torno da má fase do meia D'Alessandro e do atacante Taison. O guri não consegue repetir nem de perto as atuações que o transformaram no goleador colorado na temporada com 23 gols. Já o meia argentino ainda não readquiriu ritmo de jogo desde que voltou de lesão e vive crise técnica pior ainda – inclusive desperdiçou pênalti na última partida contra o Náutico. Na partida de domingo, Andrezinho entrou em seu lugar e cobrou o escanteio que originou o primeiro gol do Inter. Se analisássemos apenas o momento, Andrezinho deveria ser titular. Mas, dificilemente Tite vai retirar o argentino. No momento, D'Alessandro vem sendo escalado apenas no nome, porque futebol que é bom... nada!

Tri da América 

Representante do Brasil na final da Libertadores, o Cruzeiro conquistou um excelente resultado contra o Estudiantes da Argentina em La Plata. A Raposa empatou em 0 a 0 e depende de uma vitória simples no Mineirão na próxima quarta-feira, para sagrar-se tricampeão da América – igualando-se ao São paulo, maior ganhador da competição no país.  Diferentemente das outras fases, a final não possui saldo de gol como critério de desempate. Portanto, havendo nova igualdade no placar teremos pênaltis e quem vencer no tempo normal, leva o caneco. Creio que fórmula utilizada na final é mais justa e acaba beneficiando o time de melhor desempenho nos dois jogos  - oque nem sempre ocorre nas competições de mata-mata, onde o gol fora de casa possui peso dois em caso de empate. Se vencer, o técnico Adílson Baptista será o único brasileiro a conquistar a competição como jogador (era capitão do Grêmio no Bicampeonato em 95) e como treinador. Boa sorte Brasil, boa sorte Cruzeiro!

Saudações futebolísticas;

Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo

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