|
Caseiro Na noite de quarta-feira, o Grêmio fez jus a sua campanha pelo brasileirão 2009. Até agora, longe do estádio Olímpico o tricolor não venceu nenhuma partida sequer. Na quarta-feira, o time de Autuori foi batido pelo Avaí, em Florianópolis, por 1 a 0. Em partida de fraca atuação coletiva, o único que se salvou foi o volante Adílson. A propósito, não tenho dúvidas que trata-se de um dos melhores volantes do futebol brasileiro na atualidade. Além de marcar – tarefa predominante da posição – o guri ainda possui passe qualificado e até conclui a gol. Anotem aí: Adílson tem um futuro enorme pela frente, só não sei se permanecerá no Grêmio por muito tempo, já que a temida janela de agosto está recém abrindo. Mas, voltando ao jogo contra o Avaí, Paulo Autuori precisa urgentemente ajustar a equipe para que o Grêmio repita os bons resultados também fora de casa. Do contrário, a fama de time caseiro permanecerá por muito tempo.
Bonitinho da torcida Além de nova derrota fora de casa, outro fato chamou a atenção pelos lados da Azenha. Em entrevista no dia seguinte a partida, o capitão Tcheco criou polêmica. Quando questionado sobre a sua fraca atuação diante dos catarinenses, o camisa 10 justificou dizendo ser vítima de perseguição. Segundo ele, quando o Grêmio não rende o esperado, a crítica esportiva e os torcedores creditam o mau resultado a ele. No entanto, quando o Grêmio atua bem e vence, todos valorizam o “Bonitinho da torcida”. Embora não tenha dito quem é o “xodó” tricolor, não é fácil detectar que trata-se de Maxi López - o centroavante argentino e disparado o maior salário do Estádio Olímpico. Parece que além dos problemas dentro de campo – sobretudo a dificuldade de vencer fora de casa – Autuori e a direção terão que administrar a primeira “ciumeira” no vestiário, em 2009. Problema de fácil resolução, aparentemente. Basta que a direção cumpra o seu papel de mandatária do clube e interfira de maneira firme no caso. Falando nisso, está mais do que na hora de Tcheco jogar mais e falar bem menos. Não acham? A não ser que ele queira virar comentarista antes de se aposentar. Futebol master Depois de fazer 2 a 0 no primeiro tempo, o Inter cansou na etapa final e sofreu o empate do São Paulo, no Beira-Rio na quarta-feira. Parece que o problema colorado está realmente na preparação física. No entanto, há de se estranhar. Afinal, o chefe do departamento colorado responde pelo nome de Fábio Mahseredjian, integrante da comissão técnica da seleção brasileira. Com isso, a falta de fôlego do Inter é digna de mistério, a não ser que o argumento da direção seja válido e a série de viagens e jogos sejam os responsáveis pelo fraco desempenho. Apesar da dificuldade, algo precisa ser feito, antes que seja tarde demais. Pois, se continuar empatando em casa e perdendo longe de Porto Alegre, o Inter não conseguirá nada além do que uma vaga na Copa Sulamericana. Do jeito que está indo, O Inter parece um time de futebol Máster. Triste janela de agosto Em todos os anos a história se repete. Quando abrem os períodos de transações internacionais no futebol, os times brasileiros acabam ficando fragilizados, já que a moeda europeia é muito mais forte e acaba retirando os principais jogadores do Brasil. È a lei do mais forte, sempre foi assim. Nesta semana, por exemplo, o Corinthians anunciou a transferência de três de seus titulares: o lateral-esquerdo (da seleção); e o volante Cristian, ambos vendidos ao Fenerbahçe, da Turquia. Além deles, o meio-campo Douglas está de malas prontas para atuar no futebol árabe. Pelo lado do dos pampas, o inevitável ocorreu. Depois de algumas semanas de negociação, o Villareal da Espanha e o Inter chegaram e um acordo e concretizaram o negócio envolvendo Nilmar. O atacante que em duas passagens pelo colorado balançou as rede 64 vezes, foi vendido por quase R$ 45 milhões de reais, sendo destes, R$ 11 milhões serão para Inter. A direção promete repor a venda à altura. Entre os nomes cogitados, estão o do atacante Ricardo Oliveira, Deivid e até mesmo Fernandão – ex-capitão colorado. Já pelo Grêmio, diariamente surgem notícias de que o goleiro Victor e o zagueiro Réver podem estar de saída. A janela de transferências está recém abrindo, mas tem clube fazendo figa para que ela feche logo. Este singelo colunista faz o mesmo. Afinal, somos amantes do futebol brasileiro e nada é mais triste que vermos os craques apenas pela televisão. Definitivamente, capitalismo e futebol não combinam, pelo menos para os aficionados pelo esporte no país. Saudações esportivas e até a próxima; Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
|