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A histσria se repete Imprimir E-mail
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Salvo pela individualidade

Saul TeixeiraInfelizmente a história se repete. Jogando no Beira-Rio, o Internacional faz um primeiro tempo de extrema competência, mas após o intervalo, o nível de atuação despenca espantosamente. Na quarta-feira, contra o Barueri, não foi diferente. Com gols de Alecsandro e Andrezinho, o Inter acabaria a primeira etapa vencendo por 2 a 0, não fosse a falha do goleiro Michel Alves, já nos acréscimos. No segundo tempo, o Inter seguiu ditando o ritmo da partida, inclusive com Andrezinho colocando bola na trave e Giuliano perdendo uma chance e tanto. Porém, Michel Alves novamente soltou a bola nos pés do adversário. Resultado: empate em 2 a 2 . Entretanto, aos 40 minutos, Andrezinho - de grande atuação – cobra uma falta no travessão e o rebote se oferece para o zagueiro Sorondo que garante os três pontos e uma sobrevida ao contestado técnico Tite. Contudo, a vitória necessariamente precisa ser creditada a noite inspirada de Andrezinho, que marcou um gol e participou dos outros dois. Com o 3 a 2, o Inter subiu para o 3° lugar, com 27 pontos. Na sexta-feira, o colorado embarcou para o Japão, onde disputará a Copa Suruga na próxima semana. Com isso, estará de folga do brasileirão pelas próximas duas rodadas.  

Peito de madeira 

Não fossem as falhas gritantes do goleiro Michel Alves – que substitui o titular Lauro, lesionado – a vitória colorada ocorreria de maneira tranquila. Assim com ocorrera na partida contra o Botafogo no sábado passado, o goleiro “bateu roupa” duas vezes e possibilitou o empate do Barueri. É evidente que Michel Alves já mostrou ser um bom goleiro quando atuava no Juventude, mas até agora, suas atuações no Beira-Rio foram catastróficas. Em um período de transições na equipe – por exemplo, o afastamento de D´Alessandro – Tite poderia aproveitar a oportunidade e devolver a titularidade ao goleiro Clemer. O veterano vem treinamento forte e certamente traria experiência ao momento de instabilidade defensiva que vive a equipe. Com todo o respeito ao profissionalismo de Michel Alves, lugar de goleiro “peito de madeira” não é na elite do futebol nacional. Muito menos na titularidade. Boa sorte ao arqueiro! 

Objetivo adiado            

Infelizmente a história se repete. Atuando longe do Estádio Olímpico o Grêmio é uma equipe medíocre. No total, foram sete jogos longe de Porto Alegre, sendo seis derrotas e um mísero empate. Não fosse o excelente aproveitamento dentro de casa – a segunda melhor equipe em desempenho – a situação estaria caótica. Na quinta-feira, a derrota da vez foi para o São Paulo no Morumbi. O time de Paulo Autuori foi displicente e não impôs nenhuma resistência ao tricolor paulista. Com dois gols de Dagoberto, os gremistas assistiam a troca de passes sem nenhuma reação. Em 90 minutos, o Grêmio fez apenas duas faltas, o que demonstra a apatia da equipe. Souza, Tcheco, Herrera e Máxi Lopez, responsáveis pelo movimento ofensivo, pouco fizeram e as jogadas pelas laterais – com Mário Fernandes e Fábio Santos- inexistiram. O capitão Tcheco ainda descontou cobrando pênalti. Final, 2 a 1 São Paulo e nova derrota na bagagem. Se a postura não for mudada drasticamente, o objetivo gremista de vencer fora de casa continuará sendo adiado infinitamente.  

“Título” e trailer

 Com a derrota, o tricolor gaúcho ostenta o incômodo “título” de pior time fora da casa, entre os 20 clubes do brasileirão. Atualmente, o Grêmio é o 10° colocado, com 21 pontos e no domingo recebe o Cruzeiro. Sorte dos gremistas que o jogo será no Olímpico. A propósito, sugiro a direção tricolor que substitua o ônibus que carrega a delegação, por um trailer (no melhor estilo furgão). Desta forma, mesmo longe de Porto Alegre, a equipe poderia se sentir um pouco mais em casa. É uma tentativa, pois se essa situação persistir, chamar o Grêmio apenas de time caseiro, passará a ser um grande elogio. 

Surpresa e exemplo

Nem Palmeiras, nem Atlético-MG, muito menos a dupla Gre-Nal. A grande sensação do campeonato nas últimas rodadas é o Avaí de Santa Catarina. Liderada pelo técnico Silas, o time de coração do tenista Gustavo Kuerten (Guga), venceu as últimas cinco partidas e deu um salto considerável na classificação. Antes habitava a zona de rebaixamento e hoje ocupa a oitava colocação. Na próxima rodada, os catarinenses enfrentam o Corinthians em São Paulo e possuem grande chance de computar a sexta vitória consecutiva. A campanha do Avaí é mais uma prova de que futebol não se faz apenas com grandes contratações. É preciso competência e criatividade das direções. A propósito, quando será que a dupla Gre-Nal sairá às compras? 

Obrigado pela atenção e grande final de semana a todos; 

Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo

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