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Invencibilidade

Saul TeixeiraNa goleada contra o Cruzeiro no domingo, o Grêmio atingiu a surpreendente marca de 30 jogos de invencibilidade no Estádio Olímpico. Beneficiado de duas expulsões do time mineiro, o tricolor conseguiu traduzir em gols a sua superioridade, o que ultimamente não vinha ocorrendo, sobretudo, nos jogos fora de casa. Além disso, com a venda de Ramires ao Benfica de Portugal e com as ausências de Wagner e Kleber - os maiores expoentes do time - o Cruzeiro tornou-se uma equipe comum. Entretanto, é importante ressaltar que o Grêmio não tem nada com isso e fez a sua parte. Apesar do exposto, a vitória gremista não pode ser creditada exclusivamente pelos desfalques da equipe de Adílson Baptista. O escore sim. O 4 a 1 foi fruto das expulsões, mas os três pontos foram um prêmio pela atuação gremista desde o início da partida. Agora, basta repetir a atuação fora do Olímpico. Na quinta-feira o desafio é contra o líder Palmeiras, no Palestra Itália. Será uma chance e tanto de sepultar o rótulo de time caseiro. O jogo inicia às 21 horas. Boa sorte aos tricolores!

Comando e oportunidade

O técnico Paulo Autuori, teve atuação irreparável no domingo. Quando o lateral-direito do Cruzeiro, Jonathan, foi expulso, o treinador agiu rapidamente. Sacou o lateral Thiego, de atuação discreta, e lançou na equipe o jovem Douglas Costa, que passou a jogar aberto na ponta-esquerda, aproveitando o vazio deixado pela expulsão. A atitude aumentou o poderia ofensivo do time e revela conhecimento tático do treinador e, sobretudo, leitura instantânea de jogo. Não é à toa, que Autuori é um dos maiores treinadores do futebol brasileiro, tendo ganho duas Libertadores e um campeonato Mundial. Os gremistas estão muito bem servidos de comandante. Sobre a partida contra o Palmeiras, tudo indica que o garoto Douglas Costa possa iniciar o jogo como titular, na vaga do atacante Jonas. Creio que está mais do que na hora do guri receber uma chance desde o início da partida. Basta que ele saiba valorizar a oportunidade. Vale a pena conferir.

Campanha institucional 

Nem São Paulo, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, muito menos Inter. O atacante Fernandão, que estava no futebol árabe, acertou-se com o Goiás, seu clube de origem. Segundo o próprio atacante, o colorado tinha prioridade na contratação, mas a direção não fez nenhuma proposta oficial. Por outro lado, o presidente do Inter, Vitório Píffero, contra-argumentou que o clube enviou três e-mails. Vamos combinar, em pleno século 21, a era da tecnologia, será que não haveria outro instrumento de comunicação a não ser o endereço eletrônico? Creio que a direção está tentando encontrar argumento que camufle a convicção de que “Fernandão é um ex-jogador”. Acredito que os “cartolas” pensem exatamente isso, mas naturalmente, não seriam tão ingênuos de admitir publicamente, ainda mais, na fase difícil que vive a equipe. Mas, polêmicas à parte, discordo peremptoriamente. Tenho convicção que Fernandão tem potencial para atuar em qualquer equipe do futebol brasileiro, sobretudo, por sua polivalência – ele atua até como meio-campista. Parece que a ida de Fernandão ao Góias revela a adesão do Inter a campanha institucional da RBS: “Crack nem pensar”. É lamentável, mas trata-se de uma convicção da direção. Eu respeito, mas discordo. Boa sorte aos colorados!

Terra do sol vermelho 

Na manhã de quarta-feira, o Internacional levantou mais um caneco na terra do sol nascente. A partida reuniu o campeão da Copa Sulamericana, o Inter, e o campeão da Copa da Liga japonesa (correspondente a Copa do Brasil), o Oita Trinita, do Japão. A partida foi vencida pelo colorado por 2 a 1, com gols de Alecsandro e Andrezinho – novamente o destaque do Inter – embora a equipe tenha apresentado cansaço, sobretudo, pela viagem de mais de 40 horas de voo. No entanto, nem tudo são flores: o gol sofrido pelo colorado ilustra a má fase do zagueiro Índio, que foi driblado com uma facilidade poucas vezes vista no futebol profissional. Mesmo com a fragilidade do adversário – o Oita é o lanterna do campeonato Japonês – o colorado vez a sua parte e conquistou o título da Copa Suruga. Foi a terceira conquista do time em solo asiático – antes já havia vencido a Copa Kirin em 1984 e o Mundial de Clubes, em 2006. Mais do que nunca, a terra do sol nascente vai tornando-se a Terra do Sol Vermelho. Parabéns aos colorados pela conquista! 

Obrigado pela atenção e até a próxima; 

Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo.

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