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Festa rubro-negra

Saul TeixeiraAté as estrelas já sabiam. Apesar de ter saído atrás do marcador, o Flamengo virou o jogo contra os reservas do Grêmio e sagrou-se Hexacampeão nacional. O título veio após 17 anos de jejum, tendo o técnico Andrade, o veterano meia Petkovic e o centroavante Adriano (ao lado de Diego Tardelli, goleador do campeonato com 19 gols), como símbolos da conquista. O rubro-negro foi a equipe que mais se aproximou do futebol equilibrado e bem jogado no certame. Apesar de alguns tropeços como o empate com o Goiás no Maracanã e a derrota de 5 a 0 para o Coritiba, o Flamengo teve um expediente infalível para a conquista: cresceu na hora decisiva. Sem dúvidas, o caneco está em boas mãos!

Redenção carioca

Além de trazer euforia para a maior torcida do país, o Flamengo contribuiu para a reabilitação da imagem do futebol carioca. Há muitos anos vivendo apenas de passado, em 2009, os grandes clubes tiveram bons motivos para celebrar. Além do Mengão, o Vasco conquistou a série B, o Fluminense reverteu o iminente rebaixamento e o Botafogo também se livrou da degola. Fico feliz pelos cariocas, sem dúvidas a escola de futebol que mais me agrada no país. Tomara que seja apenas o início da redenção. O futebol brasileiro agradece! 

Tendência mantida 

Apesar da direção ter enfraquecido a equipe e os próprios torcedores, desejarem a derrota – evitando beneficiar o Internacional – os reservas do Grêmio venderam caro os 2 a 1. Com o resultado, o tricolor fechou o campeonato em oitavo lugar, com 55 pontos. Ao contrário do que podia se imaginar, o time enfrentou de igual para igual o Flamengo, inclusive tendo atuação infinitamente superior as que os titulares tiveram fora do Olímpico. Como sabemos, o Grêmio venceu apenas uma partida fora de Porto Alegre e não seria agora, contra o Flamengo, que brigava pelo título no Maracanã, que o improvável ocorreria. Como eu havia dito: era mais fácil o Sargento Garcia prender o Zorro do que o Grêmio ajudar o colorado. Dito e feito! O Grêmio jogou como nunca e perdeu como sempre... fora de casa!

Primeiro dos últimos 

Pelo lado colorado, fica uma ponta de frustração. Pela terceira vez na era dos pontos corridos – instituído em 2003 – o Inter fica na segunda colocação faltando pouco para o título. Neste ano fechou o campeonato com 65 pontos, contra 67 do Flamengo. No domingo, o Inter venceu o Santo André por 4 a 1 – gols de Alecsandro, Índio, Andrezinho e Giuliano. Porém, os tropeços dentro do Beira-Rio - como a derrota para o Botafogo e o empate contra o Atlético-PR – serviram de castigo ao colorado. Por outro lado, é preciso celebrar a segunda colocação. Apesar de muitos definirem o lugar como o “primeiro dos últimos”, ele repõe o Internacional na Copa Libertadores. Parece pouco, mas não é.

Saudações fraternas e até a próxima;

Por Saul Teixeira

Estudante de Jornalismo

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