Home seta Colunistas seta Cristovam Buarque seta Debate Novo
 
Imagens grossnews
Menu Principal
Home
Internacionais
Nacionais
Estaduais
Noticias Locais
Esportes
Seguranηa
Saϊde
Economia
Educaηγo
Turismo
Ciκncia
Horσscopo
Colunistas
Aniversariante
Cultura
Mϊsicos
Concursos
Entrevista
Carlos D'Lucka
Manoel Bagual
Fotos
Tempo
Opiniγo do leitor
Copa Fusca
Moto Clube
Eventos
Classificados
Eletrogar
Serviηos
Poesias
Recanto Gaϊcho
Videos
Links
Mapa do Site
Contato
Procurar
Newsletter






  A?n?u??Ÿ6??$/
 
Ϊltimas Notνcias
Destaques News
Debate Novo Imprimir E-mail

Senador Cristovam BuarquePara 2010, podemos desejar que o Brasil seja campeão da Copa do Mundo, que o crescimento econômico ressurja, que a Amazônia seja menos desmatada. Mas, sobretudo, devemos desejar que, nesse ano eleitoral, os candidatos debatam qual reorientação precisamos para nosso futuro como nação.

Nos últimos anos, o debate sumiu da política. A capacidade do presidente Lula para absorver e ampliar os programas que recebeu da atual oposição – seu carisma para convencer a população e adquirir reverência ou bajulação – fez com que o Brasil parasse de debater. Virou lugar comum dizer: “o futuro já chegou”. Para quê debatê-lo? É como se, no Brasil, ainda valesse a ideia de que “a história acabou”, agora precisaríamos crescer, não mais reorientar o modelo de desenvolvimento.

Neste ano, não se espera debate de ideias entre os candidatos dos grandes partidos. Apenas a disputa entre quem oferecesse a maior taxa de crescimento, o melhor PAC e a mais generosa Bolsa Família.

Mas, o Brasil e o mundo estão em uma encruzilhada entre seguir o mesmo rumo das últimas décadas ou reorientar seu projeto de nação dentro da globalização. A eleição de 2010 é uma chance para o Brasil e pode significar uma chance para o mundo, se formos capazes de criar um novo rumo para nós. Se os candidatos, especialmente à Presidência, apresentarem propostas para mudar o rumo do Brasil teremos um ingrediente de bom ano novo.

Um debate fundamental deve ser como construir uma democracia-ética no comportamento dos políticos e nas prioridades das políticas. Como acabar com a corrupção e a impunidade e como elaborar orçamentos públicos comprometidos com os interesses comuns da população de hoje e da futura Nação.

Não pode faltar no debate a busca de crescimento equilibrado com o meio ambiente. Não basta crescer, é preciso definir quais produtos serão priorizados e com quais recursos naturais – não apenas financeiros – serão produzidos.

As formas de superar a persistência secular da pobreza em nosso País e de como reduzir a desigualdade social devem ser debatidas. Se a proposta é continuar esperando que os resultados do crescimento econômico se espalhem ou se o caminho seria uma revolução que assegure igualdade educacional para todas as crianças, independentemente da renda dos pais.

Outra bandeira fundamental a ser debatida é como reorientar o velho modelo de produção baseado na indústria mecânica para uma nova economia, com produtos produzidos pelo capital-conhecimento, originados da ciência, tecnologia e, portanto, da educação de base universal com qualidade. Isso implica o debate sobre qual a base do desenvolvimento futuro do Brasil: o capital financeiro ou a educação, a ciência, a tecnologia e a cultura.

Será necessário debater como conquistar a paz nas ruas: cercar as casas com muros e construir cadeias ou fazer pontes entre as diversas partes da sociedade.

A escolha entre a eficiência dos serviços públicos ou o aumento na oferta de bens privados é um debate que a população precisa fazer antes de escolher o seu candidato – ou candidata – à presidência da República.

Aparentemente, não há vontade para fazer esse debate. A mídia não se interessa; os eleitores, ainda menos, os intelectuais estão alheios; os partidos, perdidos e os candidatos não querem correr riscos. A campanha, parece, será feita com base nos shows de marketing e não na consistência das ideias.

Por isso, um Bom e Feliz Debate é o que podemos desejar, em 2010, para o nosso país.

  Cristovam Buarque é Professor da Universidade de Brasília e Senador pelo PDT/DF

 
< Anterior   Prσximo >