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Caneco e sufoco Imprimir E-mail

Tricolor finalista

Saul TeixeiraCom quase 40 mil espectadores no Olímpico, o Grêmio venceu o novo Hamburgo e sagrou-se campeão do 1° turno do Gauchão – Taça Fernando Carvalho, garantindo assim a sua vaga na grande decisão do estadual 2010. Entretanto, o jogo não foi nada fácil e só foi decidido na boa e velha bola parada, em forte cobrança de falta de Ferdinando. “Queridinho” do técnico Silas, o volante vindo do Avaí aproveitou-se da barreira mal posicionado pelo goleiro do Nóia Juninho, desferiu forte chute e correu para o abraço. Ganhou quem valorizou o primeiro turno campeonato. Por incrível que pareça, ontem, Fernando Carvalho foi azul. Parabéns aos tricolores, a taça está em muito boas mãos.

Jejum e preocupação

 Com a conquista, os gremistas voltaram a dar uma volta olímpica após quase três anos. A última conquista havia sido o Gauchão de 2007, vencido contra o Juventude. Porém, nem tudo são flores. No primeiro tempo, o destaque da equipe, Borges (11 gols no certame), sentiu lesão muscular na coxa e deverá desfalcar o Grêmio pelas próximas partidas. Além da lesão do camisa 9, o pouco futebol apresentado contra o Nóia é motivo de preocupação na Azenha. Na etapa final, as mexidas do técnico Gilmar Iser, sobretudo o ingresso de Rodrigo Mendes, surtiram efeito e o Novo Hamburgo só não empatou por detalhe. Para ter noção da dificuldade, o tricolor terminou o jogo com quatro volantes (Ferdinando, Rockemback, Adílson e Maylson) e apenas um atacante (Willian). O fim do jejum chegou, mas acrescida de preocupações. Se o tricolor almeja realmente vencer a Copa do Brasil, será preciso melhorar muito, muito mesmo.

Amadorismo

Na entrevista pós-jogo, o técnico gremista Silas chutou o balde. Visivelmente desabafando pelas críticas que vem recebendo, o comandante cometeu um equívoco. Ao ser questionado sobre o porquê de Mário Fernandes - sem dúvidas, o melhoro defensor do time -, atuar como lateral-direito e não zagueiro, ele perdeu as estribeiras. Respondeu que para isso, Mário precisará tomar café da manhã, em claro recado ao garoto franzino, que pela insinuação, vem se alimentando mal. A atitude expôs o garoto a uma situação desnecessária em um momento de festa. Mais do que isso, Silas mostrou despreparo ao tornar público um assunto de deveria ser de economia interna. O técnico Silas perdeu uma oportunidade e tanto de ficar calado. Abre o olho comandante. O Grêmio não é lugar para amadorismos.

Segundo turno

A taça Fábio Koff, segundo turno do Gauchão já inicia nesta quarta-feira. O Grêmio enfrenta o Avenida, nos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul, às 21h50min, com transmissão da RBS TV. Como venceu o primeiro turno, caso repita a dose no segundo, o Grêmio já será o Campeão Gaúcho de 2010, sem a necessidade de disputar uma grande final. Por outro lado, o Inter, desta vez com o time titular, recebe o Santa Cruz, no Beira-Rio, às 17h. Isso mesmo, não estou louco. A partida começa às 17h. Não é sessão da tarde, é Gauchão mesmo.

Desgaste à vista

Por sua vez, o Internacional, que abriu a mão da Taça Fernando Carvalho, ao escalar os reservas contra o Nóia na semifinal, terá que correr atrás do prejuízo, se quiser buscar o caneco do Gauchão. Para isso, obrigatoriamente terá que vencer a Taça Fábio Koff. A grande ironia, é que o Inter poupou titulares para priorizar a Libertadores. Entretanto, no segundo turno gaúcho, o calendário ficará ainda mais apertado, com média de um jogo a cada três dias. A direção planejou errado. Agora, os colorados terão que correr muito se quiserem manter a hegemonia regional. O desgaste será grande, mas se quiser buscar o 40° título estadual, será preciso correr atrás do prejuízo, literalmente.

Estreia apertada

Na semana passada, o Inter suou para vencer o Emelec, no Beira-Rio, na estréia da Libertadores. O êxito de 2 a 1 chegou de virada, com gols de Nei e Alecsandro. Foi a primeira vez na história, que o colorado estréia no torneio com uma virtória. No entanto, a atuação foi abaixo das expectativas e o técnico uruguaio Jorge Fossati começa a ser contestado. O esquema de três zagueiros fragiliza o meio-campo e prejudica a zona de articulação ofensiva. Enquanto não dar o braço a torcer e abandonar o 3-5-2, a corneta vai correr solta na Padre Cacique. A maioria dos colorados clama pelo esquema 4-4-2. Sandro, Guiñazu, Giuliano e D’Alessandro – que está voltando de lesão – me parece a meia-cancha ideal. Sempre respeitando a autonomia do treinador, é claro. Afinal, ele é pago para isso, e muito bem por sinal.    

Abraço a todos e até a próxima. 

Por Saul Teixeira,  estudante de Jornalismo 

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