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Emoção, Grenal e decisões Imprimir E-mail

Futebol na essência

Após sair atrás do marcador, levando 2 a 0 Saul Teixeirae ouvir a bronca da torcida nas arquibancadas, Fossati e seus comandados tinham tudo para acabar o domingo de cabeça inchada. Entretanto, o improvável aconteceu: Inter 3 x 2 Pelotas. É verdade que a reação só foi possível graças a boa e velha bola parada, em detrimento de maiores méritos técnicos. Porém, é de se exaltar as mexidas do treinador, que somados ao esgotamento físico dos pelotenses, garantiram aos colorados o bicampeonato da Taça Fábio Koff e a vaga na final do campeonato gaúcho 2010. Foi um jogo e tanto. A final do turno foi a prova viva de que o futebol, sem dúvidas,  o esporte mais fascinante da terra.

Falhas e méritos

 O Pelotas honrou e muito a conquista colorada. Apesar da carência de individualidades, o Lobão fez uma partida digna de um finalista. Com uma postura defensiva exemplar, tendo no goleiro Jonatas o pilar do setor e com um contra-ataque bem encaixado, o time de Beto Almeida deu uma aula de efetividade na primeira etapa, quando foi para o intervalo vencendo por 2 a 1. No entanto, além de todas as dificuldades que envolvem um time do interior, dois erros pontuais contribuem para justificar a derrota: a falta de atenção nos escanteios que originaram os dois gols colorados, além da postura extremamente defensiva na segunda etapa. Porém, é preciso enaltecer os méritos e a campanha do Lobão.

Erros primários

Pelo lado colorado, poupando alguns titulares para a Libertadores, Fossati voltou ao esquema 3-5-2. Com visível desentrosamento, Bolívar, Sorondo e Fabiano Eller não se encontram e os dois gols do Pelotas ilustram a dificuldade: em hipótese alguma, um time com três zagueiros pode jogar em linha (sem ninguém na sobra) e levar gols como àqueles, com o adversário completamente livre. Na segunda etapa, o treinador voltou ao 4-4-2, como Kleber atuando pelo meio e Fabiano Eller na lateral-esquerda. Além disso, D’Alessandro e Edu entraram, fizeram um gol cada – o outro foi marcado por Bolívar - e, finalmente honraram o salário que recebem no Beira-Rio.

Enfim, Grenal

Desde 2006, o campeonato estadual não é decidido no maior clássico do Estado. Na oportunidade, o Grêmio levou a melhor ao se beneficiar do saldo qualificado. Após empate no Olímpico em 0 a 0, os gremistas conquistaram seu 34° título com a igualdade em 1 a 1, gol de Pedro Júnior. Neste ano, o regulamento é o mesmo. A única diferença é que se invertem os mandos de campo. Em 2010, o tricolor, já com 35 conquistas, contra 39 do Inter, jogará a segunda partida em casa, por ter feito melhor campanha na soma dos dois turnos. Tudo se encaminha para dois grandes jogos. Esperamos que a tendência se confirme na prática.

Pausa no Gauchão

Tanto Grêmio, quanto Internacional possuem decisões anteriores ao clássico do próximo domingo. O tricolor vai a Florianópolis, nesta quarta-feira, às 21h50min, enfrentar o Avaí pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil e pode até perder por um gol de diferença, já que venceu a primeira partida em casa por 3 a 1. Por sua vez, o Inter recebe o Deportivo Quito no Beira-Rio, às 19h30min de quinta-feira. Só uma vitória é capaz de assegurar o colorado na próxima fase da Libertadores, independente dos adversários. Boa sorte a todos!

Tenham todos uma ótima semana e um excelente feriado;

Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo.

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