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Merecimento Apesar de jogar fora de casa, o Grêmio venceu (2 a 0) o clássico com méritos. Aproveitando-se da fragilida de defensiva do rival, o tricolor fez duas “buchas” de cabeça (gols de Rodrigo e Borges) e está com uma mão na taça do Gauchão 2010, com o perdão do clichê. Mesmo quando estava em inferioridade técnica na partida, como no início do jogo, foi o Grêmio quem teve a melhor chance de gol, com Borges perdendo gol incrível na frente de Abbondanzieri. Na segunda etapa, a superioridade foi ainda melhor, com Jonas e William Magrão acertando a trave colorada. Parabéns aos tricolores. Bundesliga O Gre-Nal em sua edição de n° 380 uma vez mais foi decidido na bola parada. Infelizmente, para os amantes do futebol, a dupla está transformando o esporte em uma modalidade que se limita a boa e velha jogada aérea. Comum em torneios de duvidosa qualidade técnica, como a Bundesliga (campeonato Alemão), o fato garante vitórias, mas coloca em risco as pretensões de Grêmio na Copa do Brasil e de Inter na Libertadores. Porém, reitero, o tricolor venceu por merecimento e teve chances claras de gol com jogadas pelo chão. Vitória inconstestável! Surpresa tricolor Substituindo Fábio Santos, o lateral-esquerdo Neuton, 20 anos, fez sua estreia entre os profissionais. Depois de um início inseguro, inclusive com um carrinho forte em que chegou atrasado, o jovem jogou com naturalidade e para muitos, foi o craque da partida. Parabéns ao técnico Silas, que não titubeou em escalar o garoto, mesmo com sua inexperiência. Ficou devendo Definido por muitos como um grande zagueiro, Mário Fernandes ficou devendo na marcação, apesar de seguro na bola aérea. A partida de ontem servir para reforçar uma convicção que tenho há tempos: Mário deveria atuar na lateral-direita, já que como zagueiro parece não estar pronto. A facilidade com que Walter girou duas vezes e, exigiu do goleiro Victor grandes defesas, ilustram as dificuldades do jovem. Entretanto, nada impede que no futuro se torne um grande camisa 3. Atualmente, na minha modesta opinião, ele ainda precisa tomar muito café da manhã, parafraseando Silas. Duelo tático A Mudança tática de Fossati fez Inter perder a meia-cancha. Apesar de atuar com o mesmo meio-campo que venceu o Deportivo Quito, o posicionamento dos atletas foi distinto. Ao invés do modelo de losango - com Sandro atrás, Guiñazu e Andrezinho nas extremidades e D’Alessandro avançado - , o treinador adiantou Andrezinho, deixando a equipe vulnerável no setor. Silas, inteligentemente soube explorar e com os ingressos de Adílson, que substituiu Ferdinando lesionado e de Rochemback na vaga de Leandro, sepultou toda e qualquer tentativa de reação colorada. Solução mágica Empilhar atacantes nunca foi sinônimo de ofensividade. Pelo contrário, muitas vezes acaba surtindo efeito contrário, já que fragiliza o sistema defensivo. Sem alternativa, foi desta forma que Fossati tentou reverter a desvantagem. A iniciativa que poderia ser vista com bons olhos, pela coragem e desprendimento, logo tornou-se inútil, já que o técnico uruguaio colocou em campo Edu e Kléber Pereira. Diante da “tentativa mágica”, o domingo só poderia acabar de uma maneira: azul, preto e branco. Boa semana a todos e grato pela audiência. Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo
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