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Decepção O início da Copa do Mundo está sendo crítico. Do ponto de vista técnico, as seleções estão abaixo das expectativas, sobretudo as tidas como favoritas, exceto a Alemanha. É verdade que em sua primeira fase, inúmeras equipes frágeis integram o certame, o que contribui com o baixo nível das disputas. Porém, torcemos para que os jogos melhorem, afinal, camiseta e tradição ajudam, mas nunca foram suficientes. França Logo no primeiro dia de disputas, na sexta-feira, França e Uruguai se enfrentaram, garantindo o primeiro duelo entre campeões mundiais no torneio. Entretanto, a partida foi monótona, com poucas conclusões a gol e marcada pelo domínio francês, mas sem profundidade ofensiva. Para piorar o cenário, o treinador Raymond Domenech deixou Thierry Henry sentado no banco boa parte do jogo, enquanto o centroavante Anelka passou 70 minutos apanhando da bola. Às vezes, treinador só atrapalha! Argentina Apontada como grande referencial técnico do torneio, ao lado de Espanha, “os hermanos” não passaram de um mísero 1 a 0 contra a Nigéria. A vitória veio através da bola parada e de um lance irregular, em que o zagueiro Samuel segurou o adversário, permitindo a Gabriel Heinze cabecear livre e marcar. Se por um lado, Maradona escala três atacantes - entre eles Messi, destaque da partida - e uma meia-cancha qualificada, a defesa mostrou-se vulnerável. Só para ilustrar, o treinador improvisa o sofrível Jonas Gutierrez na lateral direita enquanto Javier Zanetti sequer foi convocado e está trabalhando como comentarista de uma rede de televisão mexicana. Vai entender... Inglaterra Com as tradicionais duas linhas de quatro, a equipe do italiano Fabio Capello não passou de um empate de 1 a 1 contra os EUA. O gol norte-americano surgiu graças a uma falha clamorosa do arqueiro Green, que custou-lhe a vaga de titular. Por outro lado, o meio-campista Steven Gerrard, autor do gol inglês, mostrou o porquê de ser apontado como um dos maiores atletas do mundo. O capitão desempenha todas as funções necessárias para setor: marca, passa, arma e conclui. Sem dúvidas, será um dos destaques do torneio. Alemanha Entre todos os favoritos, os alemães foram os que melhor arrancaram. Com a vitória de 4 a 0 sobre a Austrália, os alvinegros demonstraram a equipe mais técnica dos últimos tempos, deixando de lado o futebol burocrático e priorizando toques rápidos e a movimentação ofensiva. É uma grata surpresa, sobretudo pela atuação do jovem meia Özil, 21 anos que atua no Werder Bremer. A propósito, todos os titulares da Alemanha atuam no país. Fato raro na atualidade. Tendência tática Diversos esquemas marcaram o futebol em sua história. O primeiro deles foi o 2-3-5. Após, surgiu o 4-3-3 e atualmente, o 4-4-2, com suas variações de posicionamento: dois volantes e dois armadores; duas linhas de quatro; em formato losango; entre outros. Porém, a Copa deste ano esta sendo revolucionária do ponto de vista tático. Diversas seleções atuam no chamado 4-2-3-1, com quatro defensores, dois volantes, três armadores, e apenas um atacante. Entre elas, estão França, Holanda, Alemanha e Brasil. Só espero que não se extinga o centroavante. Afinal, hoje em dia, o ponta-de-lança já é artigo raro e os ponteiros então, são apenas peças de relógio. Surpresa positiva Entre as seleções menos cotadas, a que melhor atuou foi a Coréia do Sul. Após garantir a melhor colocação de uma equipe asiática em Copas - com o terceiro lugar em 2002 -, os sul-coreanos fizeram uma bela estreia diante dos gregos e largaram como 2 a 0. Liderados pelo capitão Park Ji-Sung, jogador do Manchester, eles atuam sempre voltados para o ataque e possuem no condicionamento físico e na velocidade os seus maiores trunfos. Aldeia local: A chance de Roth Após muita espera e especulações, o Internacional finalmente anunciou o seu novo treinador. Trata-se do contestado Celso Roth, campeão gaúcho pela equipe em 97 e com passagens por Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Flamengo e por último, Vasco da Gama. Diante das poucas alternativas, creio que a direção tenha feita uma boa escolha. Em que pese o rótulo de “treinador perdedor”, Roth é marcado por fazer grandes campanhas e por arrumar o setor defensivo. Os colorados esperam que o gaúcho repita o “efeito”, Abel Braga, que antes de conquistar a América e o Mundo, convivia com as críticas e a desconfiança. Roth está diante de sua maior oportunidade na carreira, basta saber se terá condições de aproveitá-la. Saudações esportivas e até mais; Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo
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