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Faltam três Este é o núme ro de partidas que faltam para o Hexa. É lógico que um árduo caminho ainda precisa ser percorrido, porém, em relação a atuação apática contra Portugal na última sexta-feira (0 x 0), a melhora foi considerável. Diante da bela vitória sobre o Chile por 3 a 0, é possível sonhar alto. Os gols de Juan, Luís Fabiano e Robinho colocam a seleção entre as oito melhores do mundo. Agora, o desafio é contra a poderosa Holanda. A partida ocorre na próxima sexta-feira, dia 2 de julho, às 11h. “Vamo, vamo”, BRASIL!!! Losango e lesão Nunca uma lesão rendeu tantos frutos bons como a de Felipe Mello. É lógico que é sempre ruim um atleta ficar impossibilitado de atuar. No entanto, foi justamente esta inviabilidade que permitiu a Dunga escalar um meio-campo mais técnico, capaz de marcar, valorizar a posse de bola, mas também articular jogadas ofensivas. Com a meia-cancha mais equilibrada e posicionada em formato losango (com Gilberto Silva recuado, Daniel Alves e Ramires nas extremidades e Kaká avançado), a seleção ganhou com sobras e deu indícios que o futebol irritante e burocrático já faz parte do passado. Tomara! Desfalque No entanto, Dunga não poderá repetir a mesma escalação. O treinador terá que administrar a suspensão de Ramires, que punido pelo segundo cartão amarelo, desfalca a seleção diante dos holandeses. Uma lastima, já que o atleta do Benfica foi responsável direto pela atuação sólida do setor. Para ocupar a vaga, concorrem Elano e Felipe Mello – se retornarem de lesão –, além de Kléberson. Veremos!Laranja mecânica Historicamente caracterizada pelo futebol ofensivo e veloz, a Holanda sempre é postulante ao título. Apesar de jamais ter ganho o torneio – em duas oportunidades foi vice, nas copas de 1974 e 78 – a Laranja Mecânica promete ser páreo duro aos brasileiros. Os atacantes Robben, Van Persie e Kuyt, além do meia Sneijder, merecem atenção mais do especial. No entanto, assim como a Argentina, os holandeses possuem um setor defensivo falho. É justamente isso que o Brasil precisa explorar. Apesar das dificuldades, tomara que repitamos as copas de 94 e 98, ou seja, que mandemos os holandeses mais cedo para a casa. Porém, não será nada fácil, podem ter certeza. Brasil x Holanda Se tivesse que dar um palpite, apostaria em uma decisão por pênaltis para definir o vencedor. Para o bem dos corações brasileiros, espero estar errado, mas diante do equilíbrio das equipes, é um desfecho mais do que razoável. Se de fato eu acertar a previsão, só tenho um pedido a fazer: “Sai que é tua, Júlio César!”. Tomara que não seja preciso tanto sofrimento. Chegou a hora Para vencer no tempo normal e sepultar minha “carreira de vidente” antes mesmo que ela inicie, é fundamental que Kaká chame a responsabilidade e exerça sua condição de referência técnica da equipe. Continuando as previsões, algo me diz que esta será a partida do craque canarinho. O camisa 10 está com sede de bola e tomara que comece a matá-la com suco de LARANJA. Conselhos, previsões, dúvidas, problemas sentimentais, tratar com Saul Teixeira (risos). Alemanha Mesmo com a derrota para a Sérvia na segunda rodada, os alemães são a grande surpresa do certame. Apesar da tradição e dos três títulos mundiais (1954-74 e 90), os alvinegros há muito não apresentavam uma seleção tão técnica e hábil. Por incrível que pareça, a boa e velha jogada aérea ficou de lado e o futebol de toques rápidos e velocidade impera no selecionado europeu. No sábado, golearam com autoridade a Inglaterra por 4 a 1 – além de terem sido beneficiados com a anulação de um gol legal do inglês Lampard. Em que pese o erro, a vitória foi mais do que merecida. Homens do apito Ao contrário de outros esportes, o futebol parece parado no tempo. Como prova disso, está a FIFA que rechaça completamente a possibilidade de utilizar a tecnologia a serviço da modalidade. Se o árbitro pudesse conferir alguns lances pela repetição de imagens, muitos erros poderiam ser evitados. Entre eles, o gol inglês seria validado e o primeiro da Argentina contra o México (3 a 1), seria bem anulado. Enquanto não der o braço a torcer, a FIFA continuará comprometendo o espetáculo ao deixá-lo nas mãos exclusivas da arbitragem. Afinal, os “homens do apito” são seres humanos e, portanto, suscetíveis aos erros. Alemanha x Argentina No sábado, argentinos e alemães reeditam as quartas-de-final da Copa de 2006. Como bom brasileiro, espero que o desfecho seja o mesmo, ou seja, que o periódico Olé de Buenos Aires, publique a frustração e desolação dos “hermanos”. Para tanto, assistirei à partida, municiado de cerveja e chucrutes. Alguém me acompanha? Olho neles Brincadeiras à parte será uma partida e tanto. A fantástica fase de Messi – apesar de não ter feito nenhum gol ainda – e a imprevisibilidade do jovem meia alemão, Özil, são apenas duas das inúmeras atrações da disputa. Quem passar, provavelmente estará na final. Antes, porém, quem triunfar, deverá ter a Espanha na semifinal. Mas não tem jeito. Argentina ou Alemanha fazem por merecer uma vaga na finalíssima. Entretanto, como todos sabem, em futebol tudo é possível. Aguardemos! Saudações esportivas e tenham todos uma excelente semana. Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo
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