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Relógio quebrado A contagem regressiva para o HEXA terminou, ao menos em 2010. O relógio ficará parado por quatro anos e o cronômetro voltará a ser acionado somente em 2014, quando seremos novamente sede do maior torneio futebolístico do mundo. Em 1950 já tivemos a honra e perdemos a final para o Uruguai. Em 2014 torcemos para que dê Brasil na cabeça. De preferência com atletas de maior brilho e com uma comissão técnica um pouco mais competente. Sonhar não custa nada.
Razão x Emoção Um dos maiores desafios do ser humano é conciliar a razão e a emoção. No meu caso não é diferente. De um lado a vontade de ver a seleção conquistar o Hexa. De outro, a razão a cada jogo apontava para as atuações insuficientes do Brasil e para um grupo de jogadores medianos. É evidente que fico triste com a eliminação. Porém, o futebol novamente mostrou-se lógico. Para vencer, é necessário muito mais do que transpiração. Faltou qualidade a seleção e a Holanda teve méritos. É preciso reconhecer a derrota (2 a 1) e aprender a perder. O Brasil planejou o próprio fracasso. Repetição Não gostaria de ser repetitivo, mas é necessário. Assim que Dunga anunciou a convocação, trouxe a este espaço a inconformidade. O treinador abriu mão de individualidades técnicas, em defesa de suas convicções. Enquanto Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso, Hernanes e Adriano - só para citar alguns - assistiam a Copa pela televisão, o comandante montou um selecionado sem brilho, incapaz de reverter a adversidade e marcado pelo futebol burocrático. Dunga pecou pela teimosia, pela prepotência e pela irresponsabilidade. O resultado não poderia ser outro: a frustração de 190 milhões de brasileiros. Era Mello Não tenho dúvidas que Felipe Mello terá que conviver com o mesmo rótulo que perseguiu Dunga após a Copa de 90. A Era Dunga, agora será Era Mello. Embora o atleta não seja o único responsável, a derrota de 2 a 1 passa diretamente por ele. Após um belo primeiro tempo, inclusive com grande assistência para o gol de Robinho, o volante naufragou na etapa final. Além de ter feito gol contra – em falha conjunta com o goleiro Júlio César – o camisa 5 conseguiu o que vinha buscando há tempos: ser expulso. O ato revelou desequilíbrio emocional e deslealdade, ao pisar no atacante Robben. Assim como outros, Felipe Mello parece não ser digno de vestir a amarelinha. Paradoxo Capitão do Tetra, o treinador Dunga ficou à frente da seleção durante 60 jogos. Foram 42 vitórias, com 12 empates e apenas seis derrotas. Além disso, Dunga foi campeão da Copa América, da Copa das Confederações e melhor equipe das eliminatórias sulamericanas. Mas convenhamos, as estatísticas trazem um estranho paradoxo. Fica a sensação de que Dunga ganhou quando não “precisava” e perdeu quando não podia. Bola pra frente Apesar da frustração, a vida continua. E diante disso, a seleção já tem dois amistosos agendados. O primeiro será dia 11 de agosto contra os EUA e o segundo será diante da França, em data ainda indefinida. As partidas deverão marcar a estreia do novo treinador. Entre os nomes cogitados, estão o do técnico do Corinthians, Mano Menezes, ex-treinador do Grêmio e Muricy Ramalho, ex-comandante do Inter e atualmente no Fluminense. São duas belas alternativas que assino embaixo. Homens de preto Com a eliminação brasileira, nos resta torcer pela arbitragem. O gaúcho Carlos Simon, e os auxiliares Altemir Haussman (RS) e Roberto Braatz (PR) já atuaram em duas partidas e mostram-se cada vez mais aptos para os próximos jogos - inclusive para a grande final do dia 11. Seria um prêmio e tanto ao maior árbitro brasileiro da década e único tupiniquim a arbitrar em três mundiais. Simon poderia igualar-se a Arnaldo Cezar Coelho e a Romualdo Arppi Filho, que apitaram as finais de 1982 e 1986, respectivamente. Fica a torcida! Bom semana a todos; Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo
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