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Quanto Vale teu Voto? PDF Imprimir E-mail

              Vírginia de AzevedoEu resolvi abordar seriamente a política de Viamão e de um todo. Falei em escambo (troca), satirizei a nossa vila mas agora é necessário perguntar quanto vale o teu voto.

            A política tão linda e tão suja, vai piorando há tempo, inevitavelmente rápido. Um voto hoje, deve ser bem pensado e muito. O nosso direito de dar o aval de roubos ou não. Quanto vale o seu? Não é necessário falar em Brasil pois, a continuidade é aqui, na pacata vila de Viamão que fará um triste aniversário. De presente, recebe o velho “IBIAMON”, um presente recheado de coisas tristes: a saúde zero, hospital atirado e sem médicos e que o povo agoniza com convênios ou sem.
            O desenvolvimento? Também zero. Dirão louca, não, observe: Mu-Mu mudou-se da Capital do Estado para cá. Veio com todos os seus funcionários. A Brahma (Ambev), muitos baianos eu vi construindo o prédio pois, sabiam como ele deveria ser feito. Onde era? Onde hoje está localizado o Shopping Total. Mudou-se afinal, esse município abriga a tudo e a todos. Verdade.
            Ferramentas Gerais, conheci no Banco de Crédito Real e era lá. Está aqui. Alguém de Viamão trabalha nesses locais. Nem pedreiro construiu algum prédio. Nos meios de comunicação da mesma, o Vila Ventura é só para quem pode e no meio do barro. Estamos à deriva.
            Falar em voto é pedir que analisem onde habitamos ou escolhemos para viver. Como estão os ônibus? Lotados, serão sardinhas os Viamonenses?
            A sua vila, pois somos um conjunto de vileiros, como está? Alagada como todas as covas do cemitério.
QUANTO VALE O VOTO? A CESTA BÁSICA.
            Nem um Cáceres ou um Tiririca consegue parar. O bolo é bom. O seu voto, é um salário mínimo o deles, é R$ 8 mil. Pois, para melhor nada fazer, é necessário aumentar.
            Está na lei: é proibido comprar o voto com cestas básicas ou trocas, é mais que escambo, é aproveitar-se da fomo para eleito ser. Um município pobre? E há pessoas que perguntam de onde sai o dinheiro dos pórticos: do seu dinheiro, do iptu, do issqn, dos impostos, do seu bolso. E você se sente tão importante pelo Orçamento Participativo. Eu já me “achei”, até “arder” no meu bolso 6 x R$ 400 para calçar somente a frente da minha casa. Você sabia que tudo é terceirizado e não é de hoje? Quando o PMDB governou nossos parceiros buracos estavam aí, quem fez desfilar máquinas no 7 de setembro, atrasou os salários e mora hoje no litoral. Outros são partes interessadas de cursinhos, consultórios dentários e assim vai.
QUANTO VALE O SEU VOTO? A BOLSA FAMÍLIA? EMOLA. FAÇAM FILHOS.
            Comerão mas não terão cultura, lazer e saúde. Olha a disparidade, R$ 500 para R$ 8 mil é cruel. Obs.: cada um que está aí possui lojas de tecidos, cursinhos, escolas particulares, cargos públicos no governo estadual e federal e em hospitais. A arma do povo, o voto.
            O meu, já valeu dois convites para ser vereadora, um café no Bianchi e um chocolate quente. E como eu queria ser vereadora mas... Seria uma voz contra mais três (comissão), não seria uma decisão minha, teria que decidir-se sobre pressão.
QUANTO VALE O VOTO? VALE MUITO
            A vida não é novela onde as casas são lindas e o pobre vai para o piscinão de Ramos no Rio de Janeiro a pé (até o piscinão de Ramos são dois ônibus). Olhem o povo: Entra o Inter contra o Grêmio, vibra, entra no mercado: aumento. No “Patropi tem carná” até é bom eu gosto. E a verba: é a da sua escola que vai faltar. E a Copa vem aí, olha o voto. Vamos apresentar as nossas visitas decapitadas no pátio, chutaremos uma cabeça? Quem sabe, chama o Delegado. O país para ao ver milhões batendo uma bolinha e fazendo fiasco ao próprio país. Eu não tenho mais partido. As caras são as mesmas, meus amigos? Amigo são os dentes que também mordem. Olha a proposta “pagamos todos os teus santinhos”, ouvi de dois pré-candidatos a prefeito. Aliás, os senhores ouviram um deles disse na rádio.
            Não. Não dá, eu sou povo, eu sei quanto custa o meu vício, a luz e a água. Eu sustento a UFRGS, eu como os senhores, pagamos os nobres “edis” e ainda não falei do pão.
            Pago a cada dia e a cada mês o salário de um médico que chora na TV, com meu IPÊ, vocês com seus convênios ou não e, não sou atendida. Atiraram a toalha.
            Me perdoem os pedagogos mas é triste. Eu não me admiro do novo “Zambiasi” viamonense, pois doar coisas com o dinheiro dos outros, é básico. Eu também pago a bolsa-família! O que eu mais me admiro, é o comércio de Viamão usar isto para abater no imposto de renda o seu dinheiro. O povo, passa a ser laranja. CPI do engano. Quanto vale o voto? O meu vale muito. Eu estudei e posso dar aulas, pois eu acreditei e voltei, e... me ralei.
            Creio que não há muita saída, se espantaram tanto com as verduras, com os remédios, porque? Agora o comércio patrocina ranchos entregues na porta “telentrega grátis”.
            Parabéns, nosso voto hoje é isso: Tumbas invadidas, falsos abraços no Lago Tarumã e no Hospital, “Bondes à mil em bairros diversos” e a segurança, que nem bolacha em boca de velho. Isto é a Brigada Militar e a Polícia Civil. O meu voto, o seu voto até hoje valeram zero. Eu abracei o hospital “tenho a camiseta” e não tem leito.
            Acorda Viamão, está chegando a hora de pensar: Pega o rancho, come e não vote neles. Ouve e vê quem dá, se comprar em quem deu, pagará o rancho que ganhará. Vai no “niver” do ex-prefeito, paguei 15 pila. Paguei a comida que ele comprou. Bate foto como eu bati. Para, pensa o quanto vale o teu voto. Eu ganhei dois cartões de celulares, mas não votei no cara que me deu. É crime. Ladrão que pega de ladrão tem cem anos de perdão. É duro chegar nesta democracia porca onde pessoas se reelegem sentadas. Se eu pedi? Claro, normal mas o que ganhei já paguei.
            Amanhã teu filhotes crescerão ouvindo falar de “antoninhos, ronaldinhos, russinhos brasileiros, andrezinhos, serginhos”, médicos ou não e perguntarão: Quem matou Odete Roitmann até porque é bom ver e não ler, louca. Quanto vale o voto? A vergonha de um povo que não tem hino, não lê jornal, não ouve rádio e quando sabe das coisas, já passou. Eu bem que avisei a ela, o tempo passou na janela e só os vileiros não viram. São tempos passados do império aonde até hoje só mudaram as barbas, a moda o resto? Igual. Um dia um presidente da ditadura militar respondeu à um repórter o que ele faria se ganhasse um salário mínimo. O último grande presidente gaúcho responder: daria um tiro no “coco”. Isto eu perguntei ao democrático senador do PT, P.P. Sabem qual foi a resposta? Nenhuma. Só cantando que país é esse. E aí, quanto vale o seu voto?
Por Vírginia de Azevedo
 
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