Rivalidade na reta final

Inversão de valores 

Saul TeixeiraApós empatar com o Cruzeiro, em Belo Horizonte e vencer o Palmeiras no Olímpico, o tricolor consolidou a vaga na Copa Sul-americana e de quebra, deu uma forcinha para o Internacional. Entretanto, a maior parte da torcida gremista está inconformada com os últimos resultados da equipe, que acabaram reabilitando o maior rival na luta pela Libertadores, e até mesmo pelo título. Não podemos julgar os torcedores, que como sabemos, são movidos pela paixão. Porém, torcer para que o próprio time perca, só pode ser explicado pela rivalidade. Discordo, mas respeito. Afinal, tratando-se de futebol, o RS é um mundo à parte.

Rumo à derrota

Ainda sobre o assunto, o presidente gremista Duda Kroeff, que havia dito que o time jamais jogaria para perder, parece que está revendo a posição. Tudo indica que parte dos jogadores deverá entrar de férias já na próxima semana, após a partida contra o Barueri no Olímpico, no próximo domingo, às 17 horas. Isso porque, contra o Flamengo – concorrente direto do Inter - na última rodada, o tricolor escalará reservas. Mais um capítulo da rivalidade deverá ser escrito nos próximos dias.

Fim de ciclo

Na última semana, o ex-capitão gremista Tcheco, anunciou que não permanecerá no Olímpico na próxima temporada. O camisa 10 deverá fazer sua despedida no próximo final de semana, quando entrará no segundo tempo contra o Barueri. Há muito tempo Tcheco não repete as atuações que o transformaram em ídolo da torcida e figura importantíssima no vice campeonato da Libertadores, em 2007. Tudo indica que Tcheco deverá reforçar o Corinthians na Libertadores do ano que vem. Por tudo que foi dito, a saída do atleta será benéfica para todos.

Vingança 

Entretanto, os colorados não poderão chiar muito, caso o Grêmio confirmo time reserva contra o Flamengo. No ano passado, quando o tricolor estava disputando o título contra o São Paulo, o Inter poupou alguns titulares contra os paulistas no Morumbi. Sem Nilmar e Magrão, o Inter foi facilmente batido por 3 a 0. Tudo bem que a direção colorada argumenta que a equipe estava envolvida na fina da Copa Sul-americana, mas sabemos que parte da atitude também se explica pela rivalidade centenária. Sabe como é, a banca paga e recebe.

Fio de esperança

As vitórias contra o Santos no Beira-rio e contra o Atlético-MG – outro concorrente direto –, além dos resultados paralelos, reacenderam a esperança colorada na conquista do título. Apesar de ter adotado uma postura excessivamente defensiva, o time de Mario Sérgio trouxe os três pontos de BH e tem tudo para assegurar ao menos uma vaga na Libertadores. No próximo domingo, o colorado enfrenta o Sport, já rebaixado em Recife, às 17horas. Convenhamos, a conquista do título continua difícil, mas como diria o poeta tradicionalista: não está morto quem peleia.

Repetição

Apesar de marcar seu trabalho pelas constantes trocas na equipe, Mário Sérgio parece estar se rendendo a um conceito básico do futebol: a equipe só ganha mecânica de jogo com a repetição. Diante disso, o Inter deverá ter a mesma equipe que venceu o Santos e Atlético-MG. Um indício de que às vezes, os treinadores precisam rever seus conceitos. Certas leis do futebol precisam ser respeitadas, independente do humor e por vezes, soberba dos comandantes.

Saudações fraternas e até a próxima;

Por Saul Teixeira, estudante de Jornalismo

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